Domingo ensolarado, cansada de pintar a semana toda pra exposição fui relaxar. E oque eu faço pra relaxar? Graffiti. Chamei Blunt, que convocou seu primo e Mac. A idéia era terminar o painel que começamos (eu terminei, mas Blunt queria algo mais). Blunt e Mac estão organizando a "Arte Viva", na parte de serigrafia. As camisas estão ficando lindas, dá o maior orgulho de ver!
Ok, aquela casa era de um artista, eu sabia disso. Nunca me ocorreu ir até lá pra saber ou puxar assunto. Mas o graffiti tem essa característica de aproximar as pessoas, que se sentem muito à vontade pra conversar com a gente. Quando o gentil senhor voltou, muito sorridente, muito simpático, perguntei seu nome, ao que ele respondeu muito humildemente:
-Israel Pedrosa.
Meu queixo caiu, mas consegui falar esta frase de altíssimo teor cultural:
-Caraca!
Tentei me consertar, mas não consigo mesmo esconder minhas emoções, então nem tentei melhorar.
Desenvolveu estudos teórico-práticos relativos às manifestações das cores de contraste, chegando em 1967 às conclusões básicas do domínio do fenômeno que denominou Cor Inexistente. Publicou o livro Da Cor à Cor Inexistente em 1977, pela Editora Leo Christiano, relatando os preceitos de sua teoria. Em 1978 foi indicado pelo Itamaraty para representar o Brasil no Salão do Livro de Montreal.
É citado em ampla bibliografia sobre arte brasileira, tendo como material mais significativo , dois livros de Jacob Klintowitz, O Ofício da Pintura (Editora do Sesc), A Cor Inexistente e o Aprendiz do Novo (Editora Odisséia), citações no Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, de Roberto Pontual (Editora Civilização Brasileira) e no Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, publicado pelo MEC. Também teve sua obra comentada na Grande Enciclopédia (Editora Delta), e na Larousse Cultural - Brasil de A / Z (Editora Universo), bem como na publicação do acervo da Fundação Armando Álvares Penteado (Editora Arte Aplicada). Foi agraciado com o Prêmio Thomas Mann, instituído pela Embaixada da Alemanha, tendo o estudo apresentado, O Esboço de uma Teoria das Cores de Goethe, sido traduzido para o alemão no ano de 1973. Recebeu ainda o Prêmio Hilton de Arte da década de 70, que homenageou dez dos mais destacados artistas brasileiros. É autor do verbete monográfico "Cor" da Enciclopédia Mirador Internacional (Britânica do Brasil) em 1978. - Eu falo de você na minhas aulas! Eu faço oficina de graffiti e quando estudamos a cor, eu falo sobre "A cor inexistente".
Ele sorriu:
-Ah, então você me conhece ?
- Claro! Puxa, ontem estava pensando no senhor. Saiu matéria sobre o senhor na agenda cultural de Niterói, eu estava lendo ontem e pensei: poxa, ele deve morar na Alemanha, ou em algum lugar do outro lado do mundo...
- Eu vim pra Niterói pra me esconder.No Rio ninguém me deixa trabalhar- disse ele com um risinho preso nas bochechas rosadas.
- Eu tenho seu livro: "Da cor à cor inexistente"
-Ah, então você conhece meu trabalho?
- Claro Eu roubei seu livro!-eu e minha boca grande, pensei. - Quero dizer, explico: um amigo me emprestou e eu não vou devolver nunca mais, não é exatamente um roubo.
- Este jovem, quem é?-perguntou sobre o André.
-É meu marido.
- Ah, então venham conhecer meu ateliê e eu vou te dar um livro meu.
-Autografado, por favor!
E subimos e vimos as obras que estão sendo preparadas para seu livro "As dez aulas magistrais", vimos seu escritório, onde faz as pesquisas, batemos um papo, enquanto os meninos terminavam lá embaixo. Descemos e eu pedi para tirar fotos com ele. Eu disse:"meninos, estamos entrando pra história de Niterói". Israel Pedrosa disse: "... e de outras pairagens, também..."Cadastre seu e-mail e receba gratuitamente as atualizações do site em seu e-mail
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